4 Equívocos que Comprometem o Sucesso das Empresas

4 Equívocos que Comprometem o Sucesso das Empresas

      O que faz uma organização fracassar ou alcançar o sucesso? Alguns detalhes são fundamentais. Um deles é o alinhamento estratégico, que deve envolver todas as pessoas chaves da empresa e nem sempre é valorizado como deveria. Dezenas de empresas, de diferentes tamanhos e segmentos, não têm bem esclarecido qual o propósito de existirem e, consequentemente, do papel de cada um da equipe. É fundamental definir a razão de ser o que a empresa é. Essas definições são importantes para determinar a forma de vida dentro da organização, as atitudes e contribuir para as tomadas de decisões. Elas não podem ser apenas algo escrito ou pendurado em uma parede ou site. Devem ser vividas por cada um dentro da empresa, sendo a expressão do que acreditam os donos, os sócios e, assim, disseminadas para todas as pessoas que atuam no grupo.

      Já realizei o trabalho de Alinhamento Estratégico com cerca 10 organizações, de diferentes portes e segmentos, e aqui aponto quatro equívocos que comprometem as organizações de chegarem ao topo.

1 – Desalinhamento de Visão entre os sócios/diretores: a falta de visão consolidada, clara, de onde se quer chegar. Pela falta de visão, se tem a dificuldade de enxergar o propósito da organização e de se ter os objetivos específicos e estratégicos bem definidos, os quais dão base para a construção de um Plano de Ação que serve como guia-base para que todo o combinado aconteça.

2 – Falta de profissionalização da gestão: é muito comum que o CEO/Dono seja quem fundou a empresa. Quando ela começou, mesmo sem conhecimentos de muitas ferramentas de gestão, ele conseguiu levar a empresa a um determinado patamar, com crescimento e resultado. Porém, quando a complexidade aumenta por conta de fatores como o maior número de pessoas, maior número de clientes, maior abrangência de mercado, maior faturamento, os conhecimentos que o trouxeram até aqui não são suficientes para levar a empresa a outros patamares. A profissionalização se fará necessária. Normalmente, este cara incrível, que fundou a empresa, esteve envolvido em tantas áreas da empresa eu não teve tempo de se preparar para a profissionalização exigida pela evolução da empresa. O que acontece é que essa falta de profissionalização da gestão acaba por gerar gaps no próprio negócio.

3 – Somente as lideranças é que precisam de desenvolvimento: é muito comum eu receber pedidos para desenvolver técnicas e comportamentos de liderança nos gestores da empresa de segundo e terceiro escalão. Há sempre muitas razões para pedirem isso. Depois de ouvir todas as razões, faço algumas perguntas para medir o quanto aqueles comportamentos que eles querem que os gerentes e demais líderes tenham estão nos líderes de primeiro escalão. Invariavelmente, entende-se apenas com essas perguntas que o primeiro escalão precisa alinhar a visão de futuro, os comportamentos que eles querem ver nos seus liderados. Para que sejam exemplo do que desejam em seus times.  Então antes de fazer um trabalho direcionado aos líderes de segundo e terceiro níveis, precisamos trabalhar de forma bem assertiva os principais gestores e diretores desse negócio.

4 – Falta de disseminação da cultura organizacional em todos os níveis: é muito comum que os níveis mais operacionais não tenham o entendimento de toda a cultura organizacional. Todos acham lindo quando em palestras de grandes CEOs, por exemplo, menciona-se coisas do tipo: ao perguntar ao porteiro da empresa o que ele faz lá ele responde que ele é um facilitador para que sonhos sejam realizados…  Pois bem. Realmente é lindo quando cada um entende sua missão dentro de uma organização, que não a missão operacional, mas o que o trabalho dele contribui para que a empresa realmente entregue aquilo a que se propõe. Porém é preciso que essas pessoas sejam envolvidas no plano, que elas se sintam encantadas e se identifiquem com ele, que elas sejam inspiradas a estarem junto nisso. Também é comum eu ouvir que é impossível fazer com o que pedreiro   de uma grande construtora entenda isso. Eu digo com toda segurança: NÃO É! Contudo, demanda cuidado, atenção e estratégia para que o pedreiro entenda o que significa cada tijolo que ele assenta dentro de um grande plano de uma construtora de grande porte, por exemplo. E a honra que significa fazer parte disso. Sim,  eu disse honra mesmo. O que não vai ser jamais entendida caso o pedreiro não sentir que a organização o honra pelo serviço que ele presta.

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