A Delicada Relação Entre Desenvolvedor e Investidor

A Delicada Relação Entre Desenvolvedor e Investidor

desenvolvedor e investidor

Desenvolvedor x Investidor:

Muitas vezes, essa é uma relação extremamente delicada!

De um lado o desenvolvedor, um expert, pesquisador, normalmente apaixonado pelo seu projeto, que chega em um ponto em que precisa de altos investimentos, a fim de dar continuidade à pesquisa, viabilizar a execução e implantação de projetos incríveis em áreas diversas, como saúde, financeira, energia e muitas outras. Projetos que são, muitas vezes, relevantes para a humanidade e merecem investimento.

De outro, o investidor. Muitas vezes, alheio à pesquisa, apenas alguém, um grupo ou uma família, com liquidez, procurando melhores investimento do que os investimentos que as instituições financeiras regulares promovem. A realidade é que muitas vezes essa relação acaba desgastada, em função de interesses e objetivos divergentes. Às vezes, pela falta de se ter colocado todas “as cartas na mesa” desde o início. Desta forma, preservando a parceria.

Durante um dos bate-papos, que sempre acabam rendendo reflexões, tive a oportunidade de conversar com o Sérgio Kimio Enokihara. Ele é Consultor e Conselheiro de Investidores e Mentor em Gestão de Fortunas.

Em diversas situações, Kimio – sempre focado em garantir um “casamento” duradouro, saudável e rentável aos seus clientes e amigos – trouxe algumas situações. Enquanto isso, eu, sempre buscando fazendo paralelos entre os cases em que atuo na alavancagem de negócios já mais maduros. Então, diante de nossos insights, criamos juntos uma lista de cuidados que desenvolvedores e investidores devem ficar atentos, quando na captação de recursos. E hoje compartilho essa lista com vocês:

Alinhar Propósito:  quando o investidor se alinha ao propósito do desenvolvedor, então criam uma sinergia. Acreditam que o projeto tem algo maior do que os dividendos. As chances de a parceria dar certo é maior. Afinal, se o desenvolvedor tem o sonho da vida, mas o investidor pensa em vender o negócio em 5 anos, por exemplo, pode ser que tenhamos conflitos certos à frente, o que sempre prejudica o andamento e velocidade do projeto.

Cuidar com Acordo de Acionistas: é importante que isso seja debatido e acordado no início da parceria. Deixar para fazer isso depois pode dar margem para conflitos e discussões que venham arranhar a relação posteriormente

Definir Milestones: dividir o projeto em etapas, elaborar um cronograma, descrever como e quando cada fase é completada, criando mensuráveis de sucesso para cada fase do projeto. Isso gera conforto e confiança para investidor. E serve de guia para desenvolvedor, contribui com a autogestão e ajuda a entender cada vez melhor as fases de captação, facilitando quando houver necessidades de ajustes.  

Parceria: é importante entender que é uma parceria. Ou seja, tem que ser bom para ambos os lados. Requer ajustes finos constantes para minimizar possibilidades de conflitos.

Modelo de Gestão: definir um Modelo De Gestão e Governança facilita na transparência, no acompanhamento de desenvolvedor e de  investidor. Importante que ambos participem, dizendo o que entendem ser relevante estar acompanhado. Isso faz com que a gestão ganhe transparência, o que é fundamental para que o investidor esteja confortável com a gestão de seus recursos. E, mais uma vez, faz com que o desenvolvedor esteja mensurando seu trabalho. Afinal, o que é medido pode ser melhorado, já nos disse Peter Drucker.

KPIs (Key Perfomance Indicator): definir quais indicadores os  investidores vão ter no Dashboard para acompanhar os Milestones. KPIs de gestão e de performance do produto/pesquisa em desenvolvimento.

Limites de Poderes: devem ser definidos para executiva e investidores.

Cuidar das Pessoas: por último, mas não menos importante, nessa lista (que com certeza não está completa), cuidar da Motivação e do Engajamento das Pessoas. Do fundador e investidor ao mais novo  membro desse time, independentemente do nível de responsabilidade. Todos precisam estar engajados. Assim o projeto ganha vida, sentido, velocidade e excelência. Importante entendermos que isso não é uma tarefa do RH, e sim de todos!  Iniciando do topo da pirâmide hierárquica (quando existe uma), sendo cascateada para todos na organização. Propósito e Engajamento é algo que deve estar na veia de cada um nos times, e é sim responsabilidades das lideranças disseminar para que todos estejam preenchidos.

Olhando essa lista, ela serve para quase todas as organizações, não?

Mesmo as que já passaram há muito tempo da fase de captação de recursos. E você sentiu falta de algo?

Ajude-nos a completar esta lista, envie sugestões para [email protected] com o título do e-mail:  “Ao Captar Recursos no Mercado Lembre-se De…”

Um abraço,

Jana